segunda-feira, 27 de abril de 2009

Evolução Tecnológica


"O progresso técnico deixará apenas um problema: a fragilidade da natureza humana." 

Karl Kraus

            Quando confrontados com a realidade, apercebemo-nos que as tecnologias estão em constante mutação e evolução.

            Alguém diria que, um dia, nos encontraríamos diante de um computador, a digitar comentários num blog que nos interessa, numa mesa de café, ou na comodidade da nossa casa?

            Diriam os nossos avós que tal possibilidade se avizinhava? Não!

            Quando Tim Berners-Lee criou a World Wide Web (www) em 1989, estaria longe de pensar que, daí em diante, estaríamos entregues à imensidão da internet.

            As implicações que daí advêm, se mal geridas, podem tornar-se devastadores para algumas realidades que agora conhecemos.

            Quantos mais anos teremos nós acesso ao jornal na qualidade de papel? Será necessário esmagar essa forma de comunicar, só porque a internet se tornou um mar de possibilidades, de procuras e de descobertas?

            Não somos contra as tecnologias, nem muito menos a internet, que nos faculta tantas diversões e informação. Sim, a internet tem algumas vantagens também. Digamos que as novas facturas electrónicas evitam o abate de milhares de árvores, necessárias para produzir o papel, onde as facturas normais são impressas. E porque não falar na conexão de pessoas que se encontram distantes, mas que se tornam tão próximas com as tecnologias proporcionadas?

            No seguimento desta análise, gostaríamos de fazer referência ao filme “Matrix”.

            Um filme de ficção científica, estreado em 1999 pelas mãos dos irmãos Wachowski, que veio responder a uma ficção mental criada pelas pessoas, julgando-se próximo o fim do mundo, na entrada do século XIX.

            Mas qual a ligação com o tema das tecnologias? O suficiente para nós levantar questões importantíssimas!

            Resumidamente, nós criamos as máquinas, tornamo-nos dependentes delas, e elas tornaram-se independentemente inteligentes. Poluímos o ambiente, “destruímos o sol”, e fomos dominados. As máquinas descobriram que a nossa energia corporal as alimentava, e passamos a ser “produzidos” por elas, sendo mantidos numa realidade alternativa (que é uma representação da realidade que vivemos neste momento). Como resposta a esta degradante realidade, um grupo de humanos inicia a batalhe épica das suas vidas, contra a então dominadora maquinaria. 

            Aproveitando esta ligação, gostaríamos de fazer referência a uma frase proferida por José Saramago, no filme “Janela da Alma”, que se aproxima disto: «Algumas pessoas tentam lutar contra “a máquina”, outros deixam-se levar pela “máquina” (…) talvez se a empurrassem, ela parasse…». A realidade, tal como a conhecemos, está em mutação. Somos movidos pela “máquina”, e movemo-la também. A grande diferença é que se ela parar, nós continuamos as nossas simples existências, por outro lado, caso nós paremos de a utilizar, ela não será nada só.

            Concluindo a exposição do filme “Matrix”, temos obrigação de esclarecer que, esta “máquina”, que tanto o filme como Saramago abordam, é uma simbologia, na medida em que, realmente, representa o controlo social que exercemos entre nós.


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